• Zé Ricardo (TrEiNoPeT)

PREPARE seu CÃO para o BEBÊ



A chegada de um bebê pode deixar seu cão perturbado.


O bebezinho "lembra um ser humano", mas seu cheiro, os sons que ele faz e a forma como ele se mexe não se parecem com nada do que seu pet já viu antes, especialmente se ele, quando filhote, não teve oportunidades de passar tempo com crianças pequenas durante a chamada "Janela de Socialização" (até 3 – 4 meses de idade).

De repente, essa "criatura estranha" passa a ganhar 99% do tempo e da atenção dos donos, e o cão percebe e sente. Esse pode ser um momento difícil para o seu cão, principalmente se ele estava acostumado a ser o "filho único".


A preparação


O mais garantido e suave é começar a preparar o cachorro bem antes da chegada do bebê (o mesmo vale para qualquer mudança importante). A preparação deve incluir aulas de controle de impulsividade e de obediência básica: não pular nas pessoas, não latir em excesso como meio de pedir (ou exigir) coisas, "Senta!", "Deita!", "Fica!", (venha) "Aqui!", (vá para a sua) "Caminha!" etc..


Além disso, a preparação também deve incluir a habituação gradual do cão a todas as mudanças e novidades com as quais ele vai lidar: novos cheiros, novos sons (por exemplo, o choro do bebê) e situações nunca presenciadas antes, bem como mudanças na rotina e no relacionamento. Considere contratar um treinador qualificado e atualizado para mostrar a você como ensinar o básico em sua própria casa. Um cão bem treinado tornará seus primeiros dias, semanas, meses e até anos com seu filho muito mais fáceis!

Se o seu bebê já chegou, muito do que deveria ter sido feito antes ainda pode e deve ser feito a partir de agora, inclusive para prevenir mudanças de comportamento que o cão pode vir a apresentar mais adiante.


O básico


Antes de tudo, pense na rotina do seu cão (e isso vale para qualquer cão em qualquer situação, independente de qualquer mudança). Faça a si mesma a seguinte pergunta: os dias típicos da vida do meu cão são satisfatórios, ou ele está provavelmente sujeito a tédio e frustração? Para que seu cão viva uma vida saudável tanto do ponto de vista físico quando do emocional, algumas necessidades básicas precisam ser atendidas:

  • Exercícios Físicos

  • Estimulação Mental

  • Interação Social

  • Expressão de Comportamentos Naturais

De modo geral, essas necessidades são atendidas por meio da pratica diária de passeios e caminhadas, jogos e brincadeiras, manejo correto da alimentação, adestramento com ênfase no reforço positivo, escolha e uso adequado de brinquedos etc.. Sem isso, é muito pouco provável que seu cão esteja feliz e em boas condições para aprender novos comportamentos.

Voltando à questão do bebê, aqui vão algumas

Orientações Específicas:


Nunca deixe um cão – nem mesmo o mais confiável do mundo – sozinho com um bebê ou uma criança pequena!

Deixar que o cão cheire o bebê.

Cada cão pode reagir de uma forma diferente se o bebê, de repente, gritar, chorar ou chutar. Por exemplo, um cão pode interpretar isso como um convite para brincar, enquanto outro pode entender como um sinal de alerta. Então, por segurança, ao interagir com o cão e o bebê, mantenha o bebê numa posição elevada (fora do chão) e tenha sempre um adulto entre o cão e o bebê.

Dar bastante atenção ao cão quando o bebê estiver por perto.

Podem surgir problemas se o seu cão começar a perceber que coisas boas só acontecem quando o bebê não está por perto.

É natural a tentação de dar muita atenção ao cão quando o bebê está dormindo, bem como querer que o cão se deite, fique quieto e deixe vocês em paz quando o bebê estiver acordado. Mas o que você deve fazer é oposto!

Tente dar muita atenção ao seu cão quando o bebê estiver presente. Seu cão vai perceber que, quando o bebê está por perto, ele ganha petiscos, carinho, brincadeira e tudo o que ela gosta.

Ao alimentar o bebê, você também pode alimentar seu cachorro. Ao passear com o cachorro, faça o possível para levar o bebê junto. Esta estratégia, embora exija habilidade da sua parte, ensina o seu cão a amar quando o bebê está acordado e ativo, porque é quando coisas boas acontecem para ele.

Obviamente, dar atenção ao bebê e ao cachorro ao mesmo tempo é mais fácil se houver dois adultos em casa. Quando isso não for possível, você ainda pode fazer muita coisa segurando seu bebê no colo: acariciar o cão, dar petiscos, jogar uma bolinha para ele buscar etc..

Sempre que possível, recompense seu cão por se comportar educadamente quando estiver perto do bebê. Incentivar o comportamento calmo e controlado agora terá retorno nas próximas semanas e meses, conforme seu bebê se torna cada vez mais interessante e excitante para seu cão.

Não repreender o cachorro por pegar brinquedos do bebê.

Isso é muito importante para evitar que seu cão associe o cheiro e as coisas do bebê a eventos desagradáveis e emoções negativas.

Apenas faça uma troca: mostre um brinquedo do cachorro ou um petisco, e instigue o cão a pegar. Quando ele decidir pegar a sua oferta, fatalmente o brinquedo do bebê vai cair no chão. Só pegue o brinquedo do bebê do chão quando o cão estiver pegando o brinquedo ou o petisco da sua mão (para que não haja uma disputa pelo brinquedo que está no chão). Disputas por recursos podem despertar a possessividade.

Pense em (e coloque em prática) maneiras de evitar que os brinquedos do bebê estejam ao alcance do cachorro.

Ensinar o cachorro a ir para (e ficar em) um "lugar".

Esta é uma ótima maneira de encorajar seu cão a ficar fora do caminho enquanto você estiver cuidando do bebê. Como todo aprendizado, trata-se de um processo que não acontece da noite para o dia.

Mantenha uma caminha para cachorro ou um tapete no cômodo onde você costuma alimentar o bebê. Na hora de amamentar ou dar uma mamadeira (supondo que o cão já tenha sido treinado), peça ao cão para ficar na caminha dele e forneça algo saboroso. Você pode recompensá-lo por ficar deitado na cama dando a ele um "osso" para mastigar ou um brinquedo recheado com alimento pastoso para distraí-lo enquanto você cuida do bebê no mesmo quarto.

Entretanto, não é errado manter o cão fora do quarto do bebê. Você não tem que se sentir culpada se decidir que não quer que o cão entre no quarto do bebê, especialmente se o cão for curioso e tentar pular no berço ou no trocador. Se esta for a sua escolha, você vai precisar de um portãozinho ou coisa parecida.

Bebês se desenvolvem muito rápido!

Pode ser difícil para um cão se adaptar na mesma velocidade.

Assim que seu bebê começar a engatinhar, não deixe que ele puxe o rabo, o pelo ou as orelhas do cão.

Rosnar e "morder o ar" são comportamentos naturais de um cão que quer dar um aviso do tipo "não se aproxime", "afaste-se" ou "eu não estou gostando do que você está fazendo comigo". Contudo, até o cão mais tolerante tem seus limites e pode, eventualmente, morder!

Pense em (e coloque em prática) maneiras de evitar que o bebê vá até o cão quando o cão não quiser; prefira sempre que o cão escolha quando se aproximar e interagir.

Tenha "zonas de segurança" para o cão.

Uma zona de segurança é um espaço privativo – uma casinha, uma caixa de transporte, uma cama em um local sossegado etc. – onde seu cão possa se acomodar e se sentir seguro quando ele decidir que precisa de uma pausa.

Não se deve permitir que as crianças "invadam" o espaço privativo do cão.


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